Obras Literárias
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Sabe-se que existiu um guerreiro que se chamava Arthur e que, segundo testemunho de Nênio (historiador do século IX), comandou os ingleses em 12 batalhas contra os saxões. Contudo, a primeira obra importante em que aparece o lendário rei Arthur é a Historia regum Britanniae, de Godofredo de Monmouth (1100?-1154?). |
Apresenta-se como um monarca capaz, que conquista terras e que, traído por seu sobrinho Medraldo, refugia-se na ilha de Avalon. Em 1155, o poeta normando Wace fez uma versão dessa lenda para o francês e acrescentou, entre outras coisas, uma menção à Távola Redonda. A primeira versão em inglês deve-se a Layamon (apareceu em 1200). A lenda surge depois no continente, nos poemas narrativos de Chrétien de Troyes (1135?-1183?).
A lenda do rei Arthure da Távola Redonda penetra em outras literaturas. Na Alemanha, no começo do século XIII, Wolfram von Eschenbach escreve seu poema Parsifal. Na Catalunha (Espanha) apareceu desde 1170, sob a denominação de "ciclo bretão", mas no resto da península seu desenvolvimento é tardio, pois se estende do século XIV ao XVI, quando desaparece sob a influência dos numerosos livros de cavalaria.
No século XV, o escritor inglês sir Thomas Malory reuniu as lendas do rei Arthur sob o título francês Morte Darthur (1485), um dos primeiros livros impressos por Caxton, o introdutor da imprensa na Inglaterra. São numerosas as versões das lendas do rei Arthur no século XIX. As mais conhecidas, em inglês, são The Idllys of the King, de Alfred Tennyson, os poemas descritivos The Defense of Guinevere, and other poems (1858), de William Morris, e o Tristão de Leonis (1882), de Algernon Charles Swinburne. No teatro, Wagner utilizou essas lendas para desenvolver sobre elas dois de seus dramas musicais: Parsifal e Tristão e Isolda. No século XX, as melhores versões poéticas das lendas do rei Arthur foram as do poeta norte-americano Edwin Arlington Robinson (1869-1935), autor do Tristão (1927), antes do qual publicara Merlin (1917) e Lancelot (1920). Em prosa, é admirável a reconstrução feita pelo francês Joseph Bédier, em seu Romance de Tristão e Isolda (1900).
(Fonte: Enciclopédia Barsa)

- Morte d'Arthur (1485) - Thomas Mallory
- The Idylls of the King - Alfred Tennyson
- Morte d'Arthur - Alfred Tennyson
- The Lady of Shalott - Alfred Tennyson
- Sir Galahad - Alfred Tennyson
- Lancelot and Elaine - Alfred Tennyson
- Merlin (1917) - Edwin Arlington Robinson
- Lancelot (1920) - Edwin Arlington Robinson
- Tristão (1927) - Edwin Arlington Robinson
- Tristão de Leonis (1882) - Algernon Charles Swinburne
- The Defense of Guinevere (1858) - William Morris
- Romance de Tristão e Isolda (1900) - Joseph Bédier
