Eleanor de Aquitania

 

 

Eleanor de Aquitania (1122-1204). Duquesa Eleanor de Aquitania, foi uma mulher inteligente e emancipada, que viveu nos negros anos medievais. Apesar da convenção de que todas as mulheres eram descritas como bonitas, todas as fontes concordam que Eleanor realmente o era. Além disso, ela era a mais rica herdeira da França, e tornou-se sucessivamente rainha da França e Inglaterra.

Eleanor era neta de William IX, de Aquitania, que foi um dos primeiros e mais famosos trovadores. Ele era um homem alegre e um grande amante das mulheres, que esteve na primeira cruzada. Depois de ter “raptado” a esposa do visconte de Châtellerault, Dangereuse, e apesar dele não poder se casar com ela, Dangereuse fez com que sua filha Aenor se casasse com o filho mais velho dele, William X, em 1121. Eles tiveram duas filhas, Eleanor e Petronilla, e um filho, William Aigret. Eleanor herdou de seu avô e de sua mãe a inteligência, a alegria, ânimo e força de vontade. A corte de William IX era o centro da cultura européia ocidental: a família do ducado era entretida por malabaristas, contadores de histórias e trovadores. Ao contrário da maioria de seus contemporâneos, homens e em especial mulheres, Eleanor foi cuidadosamente educada, e ela era uma excelente aluna. Sua infância terminou com as mortes subseqüentes de sua mãe, seu irmão mais novo e, em 1137, de seu pai.

A órfã Eleanor era a herdeira mais rica na França, e então foi arranjado seu casamento com Luís VII. Este era herdeiro da coroa devido à morte de seu irmão mais velho. Luís era um homem fraco, monótono, sério e religioso. Ele nunca entendeu sua jovem esposa, mas ele parecia adorá-la, depois que sua primeira filha, Marie, nasceu. Eleanor estava ávida por governar seu próprio ducado, já que conhecia melhor do que ninguém, os problemas de seu povo, em Aquitania. Entretanto, o conselheiro de Luís ressentiu que isso pudesse causar influências em seu governo.

Quando Luís foi para a Segunda Cruzada, na Palestina, Eleanor convocou a companhia de algumas mulheres para acompanhá-la, pois ela seguiu para a Terra Santa junto com seu marido. Na Antióquia,Eleanor foi calorosamente recebida por seu tio Raymond, que se lembrava da infância feliz dela em Poitiers. Eleanor e Raymond eram da opinião de que Jerusalém poderia estar mais segura expulsando os turcos pelo norte, mas Luís rejeitou esse plano e seguiu-se uma discussão entre eles. Secretamente, Luís começou seus preparativos para sua partida, e Eleanor foi, forçadamente, conduzida de Antióquia. Logo, a cruzada se tornaria um completo fracasso, e até mesmo Robert, irmão de Luís, voltou rapidamente para casa. No caminho de volta para a França, Luís e Eleanor visitaram o papa para pedir o divórcio. Entretanto, o papa tentou reconciliá-los e induzi-los a dormir juntos novamente.

De volta à França, o casamento estava pior que antes e Eleanor ficou horrorizada ao saber que estava grávida. Após o nascimento de sua segunda filha, em 1150, e a morte do chefe do ministério de Luís, era Eleanor a que mais desejava o divórcio. Ela finalmente o conseguiu em 1152. Ela era ainda a mais rica herdeira da França, e no caminho de Paris para Poitiers, Eleanor apaixona-se por Henrique de Plantageneta, duque da Normandia, que era 11 anos mais novo que ela. Mal haviam se passado 8 semanas após o divórcio, Eleanor e Henrique se casaram, e ele tornou-se o líder de quase toda a França. Com o apoio de Eleanor, Henrique tornou-se o rei da Inglaterra em 1154. Em seu primeiro casamento, Eleanor teve apenas duas filhas, num período de 15 anos. Com Henrique, teve cinco filhos e três filhas. Conforme as crianças cresciam e Henrique tinha suas muitas amantes, o casal foi aos poucos se separando. Aos 44 anos, Eleanor deu à luz seu filho mais novo, João Sem-Terra. Desde então, Eleanor descobre sobre as amantes de seu marido, entre elas, Rosamund Clifford, a mais famosa delas. Mais tarde, Henrique arruma uma noiva para seu filho homossexual, Ricardo Coração de Leão. Filha de Luís VII e sua segunda esposa, ela estava sendo educada na corte inglesa, e foi seduzida por Henrique.

Em 1169, Henrique enviou Eleanor a Aquitania  para restabelecer a ordem no ducado. Uma vez mais, o palácio do ducado em Poitiers tornou-se o centro de tudo o que era civilizado e refinado. Trovadores, músicos e estudiosos eram bem-vindos em Poitiers. Lá, em 1170, Eleanor reconciliou-se com sua filha mais velha, Marie of France, condessa de Champagne. O protégé [algo como ‘o patrocinado’] de Marie, Chrétien de Troyes, compôs a seu pedido, o romance de Lancelot e Guinevere. Além disso, Marie tinha escrito um “código do amor”, contendo 31 artigos. Eles descreviam as idéias femininas no distante século XII, onde prevalecia a cultura cavaleiresca. Além do mais, Eleanor patrocinou uma “corte do amor”, onde homens que tinham algum problema com o código do amor eram julgados perante uma corte de mulheres. No Natal de 1172, Henrique chamou de volta à sua corte Eleanor e seus filhos. Eleanor coloca-os contra seu pai, e em 1173, seus filhos se voltam contra ele, e a tentativa de matá-lo fracassa. Eleanor foi então aprisionada por Henrique até a morte deste, quinze anos mais tarde.

Desde então, três filhos de Eleanor já haviam morrido e Ricardo Coração de Leão, o filho favorito dela, tornou-se herdeiro do trono. Quando Ricardo foi para as cruzadas, Eleanor tornou-se a regente. Embora Ricardo fosse homossexual, supunha-se que ele devesse ter herdeiros. Então, Eleanor acompanhou sua noiva até a Sicília. Após a morte de Ricardo, em 1199, sucede seu irmão João Sem-Terra (1166-1216). Eleanor retornou a Aquitania e retirou-se na abadia de Fontevraud. Ela permaneceu ativa e ocupada, e pessoalmente arranjou o casamento de sua neta castilian com o neto de Luís VII. Ela viveu até os 82 anos, aproximadamente; uma idade extraordinária para uma pessoa que viveu na idade medieval.

 


 

Contribuição de Lady Elaine (Elizete Bernabé), que me enviara este texto em inglês, que foi traduzido por mim, Lady Marged

 


 

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